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ARQUITETURA MARGINAL

Este ensaio não trata apenas de moradia, mas da negação de um direito básico. O que aparece aqui é a consequência direta da desigualdade social, da especulação imobiliária e de décadas de abandono das populações pobres pelo Estado. Enquanto uma minoria concentra terra, imóveis e privilégios, milhões de famílias seguem vivendo em ocupações, barracos e territórios marcados pela insegurança, pela precariedade e pela ausência de políticas públicas. Ainda assim, esses espaços seguem produzindo vida, solidariedade, resistência e organização coletiva. Existe dignidade, luta e pertencimento onde muitos insistem em enxergar apenas pobreza.

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